Foi ás 8h30 de 20 de junho de 1937. Segundo o meu pai, uma manhã de inverno paranaense, de um céu azul, sem nenhuma nuvem, um céu que promete geada.
Ainda era escuro, nos primeiros sinais de parto, meu pai correu para a estrebaria e encilhou o cavalo à charrete, na colônia Central, parte da colônia Nova Itália de Morretes. Era uma potranca ligeira, pois tinha que dar um bom trote de uns 3km de ida até a casa de Dona Margarida, a parteira, e voltar no mesmo trote.
Este foi o meu pouso. E (ainda) aqui estou eu.
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